terça-feira, 6 de novembro de 2012

chafurdando pelo mundo





A performance Ch@furdo é o mais novo trabalho do grupo Dona Zefinha. Elenco formado pelos irmãos Orlângelo Leal, Paulo Orlando e Ângelo Marcio. Com este trabalho a equipe retorna aos primeiros espetáculos e exercícios dos anos noventa quando ainda era chamada de Trupe Metamorfose.

Na nova empreitada o grupo investiga as artes da palhaçaria, cinema mudo, teatro físico e musicalidade. Em 1997 o grupo montou “Três Faniquitos sem Concerto”, foi o primeiro contato com a estética do clown. Em ch@furdo os atores mantém o clown, mas atuam de cara limpa. O processo investigativo é a busca do ator autônomo, consciente de seu ofício, que domina o espaço e faz contato com o público num jogo de comicidade bem divertido e prazeroso.

A metodologia é divida em dois momentos: O Studio e a vivência.

Studio - Elaboração de Números:
Entende-se aqui a palavra “número” como uma exposição de habilidades ou jogos cênicos organizados por um performer. O artista retira algo do lugar comum surpreendendo a platéia a partir de uma ação inusitada, desfecha a performance com um “grand finale”.   

O número como ponto de partida para montagem de um espetáculo: Esse é o mote. Como elaborar números originais a partir do nada? Existem ferramentas que ampliam o campo de possibilidades cênicas de um interprete? Como montar um espetáculo a partir de números sem um texto ou roteiro pré definido? Como encontrar a alquimia entre espaço e tempo para que este espetáculo não seja uma mera exibição de habilidades? Como seduzir e encantar a platéia? Como fazer contato com o público? Como encontrar o humano?

Vivência – Intervenção urbana:
A montagem é experimentada em cena com o público através das intervenções urbanas, ajudando o ator na descoberta do tempo/jogo mais verdadeiro. Cabe aqui nesta ação colher do público algumas ideias e sugestões para que os atores possam administrar melhor o jogo cênico e a relação com a platéia. 

A primeira exibição pública foi no lançamento da feira do livro infantil de Fortaleza no Passeio público em Abril de 2012. A convite do Centro Cultural Banco do Nordeste as cidades de Redenção, Itaitinga, Fortaleza e Itapipoca também poderam conferir. A 1º temporada de exibição da performance terminou durante o I Festival Nacional de Teatro de Rua do Ceará, onde o grupo apresentou por 02 vezes a performance nas cidades de  Maranguape e Pacatuba, público generoso que nos instigou bons lances de improvisação. O exercício que iniciou em março de 2012 chega assim na sua 6º exibição. Agora o grupo volta para estudo e limpeza, bem como a composição de novas cenas. Em janeiro de 2013 promessas de novas ideias. Quem sabe?

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